Passei um dia inteiro olhando para meu pai. Ele não me disse uma palavra. Tentei, perguntei, gritei, chorei. Nem uma palavra. Se não me conhecesse melhor, diria que desisto.
Mas não desisto. Agora tudo faz mais sentido. Algumas coisas não acontecem por acaso. A verdade escondida foi a dor cultivada por toda uma vida. Não uma, várias vidas.
Meu pai desistiu. Ele é um muro em minha frente. Passo dias o encarando. Ele nunca me vê. Eu vejo o silêncio que corta como faca. Cortou minha vida, transformou tudo em morte e não deixou respostas.
Eu não desisto. Passo dias chorando, gritando, implorando. Mas os olhos fechados de meu pai, a cada dia, se transformam em minha única chance de vencer a morte em minha vida. Quando não te enxergam a única saída é tudo tentar ver.
*Blog dedicado à produção literária independente*
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ai.
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