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Vida louca

Será que o ser humano tem necessidade de complicar as coisas? Que a vida já tem um grau natural, e sinceramente bem elevado, de complicação é fácil perceber. Mas será que temos uma tendência a enxergar e até tornar tudo mais difícil? Será que às vezes o que é simples, confortável e descomplicado perde a graça?

Já passei por várias situações em que perdi meu interesse devido a simplicidade das coisas. Muitas amigas minhas já me contaram de momentos assim. Meus melhores relacionamentos, pensando em retrospectiva, foram aqueles em que eu podia ficar tranquila, ser eu mesma, e confiar na pessoa que estava comigo. Mas meu relacionamento mais longo e mais marcante foi uma montanha russa de angústia e nervosismo. E até hoje considero este o "amor da minha vida". Bela besteira.

Será que um dia seremos maduros o suficiente para aceitar o que de bom nos é dado? para valorizar as pessoas certas? Sem maiores preocupações e podendo sorrir das coisas que acontecem?

Andei pensando isso porque desde que terminei meu último relacionamento, desgastada, acabada, e não querendo saber tão cedo de namorar, venho dizendo pra todo mundo que tudo que eu queria era ou ficar sozinha ou algo tranquilo, sem compromisso e divertido. Não considero isso sinônimo de não se importar com quem se está convivendo, mas simplesmente poder estar com alguém sem grandes preocupações. É claro que falar é fácil e fazer é difícil, e como boa representante da extra sensibilidade feminina, não consigo evitar de me envolver pelo menos um pouco.

Mas esse detalhe à parte me peguei ontem mais uma vez complicando o que pode ser, e é descomplicado. Momento superado, continuo desenvolvendo minha teoria de que as melhores coisas podem ser as mais simples. Se a maioria das coisas na vida já é tão difícil para que complicar mais, certo? Essa tendência humana de autoflagelo, de querer sofrer...Freud explica...

E citando Dr. Fábio: "Curte o momento gata!"

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