Meu pai se matou aos poucos. A mais terrível das decisões é se matar e continuar vivo.
Se matou em cada silêncio e em cada grito. Se matou em suas resignações e em cada luta inútil que travou. Se matou quando se achou bom demais e quando pensou ser o pior de todos. Se matou quando se curvou sob cada golpe. Matou um pouco de meu irmão e me matou.
Nos matou. A ausência diante da presença é muito mais forte que a perda. Meu pai nos matou a cada vez que fechou os olhos. Construiu um muro e nos deixou do lado de fora. Por mais que gritássemos ele nunca abriu a porta.
Mas a vida é surpreendente. Nos molda diante das adversidades. O futuro, meu e de meu irmão foi moldado assim, sombras de uma vida cavada na morte.
*Blog dedicado à produção literária independente*
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